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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Morfofisiologia Capilar



Os cabelos constituem a aparência e conferem forte impacto sociocultural. 

- Folículo Piloso

O Folículo Pilossebáceo é uma estrutura bastante organizada e complexa, constituída pelo folículo piloso, que produz a haste capilar, e pela glândula sebácea. Existem três tipos de pelos: lanugo, vellus e terminal, eles tem o mesmo princípio de formação apesar de terem estruturas e pigmentação diferentes.


- Haste Capilar

O formato da haste capilar é programado pelo bulbo, em particular pelo grau de simetria/assimetria axial da matriz capilar. 
A haste capilar é uma estrutura essencialmente lipoproteica sem vida. O cabelo terminal é composto por 3 camadas: cutícula, córtex e medula. 
A cutícula é a parte mais externa, que se constitui de células mortas achatadas, sobrepostas umas às outras.
A estrutura celular da cutícula é composta por 3 grandes camadas: a externa, epicutícula, que é rica em cistina, (aminoácido que contém grande quantidade de enxofre), e ácidos graxos; a exocutícula, que também contém cistina; e a endocutícula interna, desprovida de enxofre. A cutícula protege o córtex contra traumas, desde o simples ato de pentear e lavar os cabelos, mas sobretudo nas partes mais distais do fio, a falta de cutícula nessa região ocasiona a tricoptilose. 
Ela também age como uma barreira protetora para produtos químicos. 



A resistência do cabelo é dada pelo córtex. Porém, uma cutícula intacta é necessária para a proteção da área interior da haste capilar. 
Conceito

                                Foto: Divulgação

A cosmetologia é uma atividade multidisciplinar que envolve conhecimentos de física, química, biologia, etc., e pode ser definida como sendo uma ciência que estuda os cosméticos, desde o briefing (concepção de conceitos), até a aplicação dos produtos. São estudados pesquisa de novas matérias-primas, tecnologias, desenvolvimento de formulações, produção, controle de qualidade, toxicologia, eficácia de produtos e matérias-primas e legislação sanitária.

O uso de produtos para beleza é datado desde os tempos mais remotos, há relatos de uso de cosméticos  de pelo menos 30.000 anos, da Pré-História (Paleolítico Superior, Neolíticos), passando pela Antiguidade (Mesopotâmia, Egito, Creta, Grécia, Império Romano), e Idade Média (Oriente, Ocidente), seguindo até os dias atuais.   
Tricoptilose


Esse é o termo técnico para as famosas "pontas abertas".

As pontas enfraquecidas se afastam e formam um "Y", e nesse caso chamamos de pontas duplas.

Existem 10 categorias para pontas abertas:

- Baby - Primária - Profunda - Incompleta - Duplo Y - Tripla - Árvore - Pena - Longa - Cone



As pontas por serem mais velhas do que o restante dos fios, consequentemente sofrem danos maiores e a força do pentear é mais intensa sobre elas.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Curso Técnico em Cosméticos - Desvendando a Cosmetologia




O curso é direcionado á profissionais da área da beleza, estudantes da área de química, farmácia, representantes e distribuidores de produtos cosméticos que desejam se aprimorar no assunto, obtendo maior conhecimento da elaboração das formulações cosméticas de modo geral.

Programação

- História da Cosmetologia
- Legislação - Mercado Cosmético
- Fisiologia da Pele
- Fisiologia da Unha
- Iniciação a Tricologia
- Introdução á Química Orgânica
- Introdução á Bioquímica
- Introdução á  Toxicologia
- Introdução á Microbiologia
- Insumos Cosméticos - MP's
- Desenvolvimentos de Projetos
- Formulações (Skin Care, Hair Care e Make)
- Controle de Qualidade - CQ
- Estabilidade 
- Segurança e Eficácia
- Cases de Sucesso

Docentes 
O curso será ministrado por profissionais altamente qualificados, (químicos, farmacêuticos e tricologistas).

Suporte Técnico
Conte com a melhor equipe de suporte pós-curso.

Local: São Paulo - Capital
Datas: 06, 07, 13 e 14 de agosto de 2017
Horário: 08h30 as 18h

Maiores informações e inscrições: contato@edinalopes.com.br 

quarta-feira, 5 de abril de 2017



Sal no shampoo, faz mal?

A grande dúvida, gera em cima das seguintes questões:

- O shampoo com sal danifica o cabelo?

- O sal tem propriedades para promover mudanças na fibra capilar?

- O sal promove a alteração da hidratação na haste capilar?

- O sal determina ou não a durabilidade de um procedimento químico?

- Não, o shampoo com sal não danificada o cabelo, a função do NaCl na formulação do shampoo é promover sua viscosidade;

- Não, o sal não tem propriedade para promover mudanças na fibra capilar, essas mudanças só ocorrem quando o córtex é exposto a procedimentos químicos extremamentes alcalinos ou extremamentes ácidos;

- Não, o sal não altera o nível de hidratação da haste capilar, ele não se fixa na estrutura do fio por ser totalmente solúvel em água e a concentração de NaCl é uma fração infíma e somente uma quantidade exagerada poderia alcanilizar a formulação do shampoo;

- Não, o sal não determina a durabilidade de um procedimento químico no cabelo, a durabilidade será determinada pelo estado da fibra capilar pré procedimento, produto e técnica utilizada para o processo e tratamentos pós procedimento químico, etc.


A molécula de NaCl, principal constituinte do sal de cozinha, é um sólido iônico constituído por íons positivos e negativos. Quando diluído em água os íons separam-se na solução, onde se encontram rodeados pelas moléculas do solvente. Dessa forma ele é capaz de aumentar a viscosidade do produto através da interação com agentes tensoativos empregados, desde que os níveis salinos não ultrapassem certos limites.

O aumento da viscosidade de um shampoo é conseguido por duas maneias: modificando-se os parâmetros reológicos do sistema tensoativo-água, mediante a incorporação de amidas de ácidos graxos, ésteres graxos e eletrólitos (sais orgânicos e inorgânicos: cloreto de sódio, cloreto de amônio, cloreto de monoetanolamina, cloreto de dietanolamina, sulfato sódico, fosfato de amônio, disfofato de sódio e pentafosfato de sódio - os mais utilizados são cloreto de sódio e cloreto de amônio, e neste caso devemos ter cuidado para que o ponto de turvação do produto não se altere a níveis inaceitáveis), ou mediante a incorporação de substâncias hidrofílicas convencionais (derivados solúveis da celulose, polímeros carboxivinílicos e derivados da polivinilpirrolidona).

Outros agentes espessantes em uma formulação de shampoo podem vir a acrescentar na qualidade da formulação, além de promover viscosidade ao produto, esses agente podem apresentar outras funções coadjuvantes, tais como sobreengordurantes, estabilizantes de espuma, perolizantes, ou ainda ter a característica de formar uma película protetora no fio, reter a água e controlar a reologia.

Devemos considerar a viscosidade do shampoo como resultado da incorporação de amidas, eletrólitos, essências, ésteres graxos e todos os demais ingredientes que constituem a formulação e podem afetar a reologia do sistema tensoativo-água.