quarta-feira, 5 de abril de 2017



Sal no shampoo, faz mal?

A grande dúvida, gera em cima das seguintes questões:

- O shampoo com sal danifica o cabelo?

- O sal tem propriedades para promover mudanças na fibra capilar?

- O sal promove a alteração da hidratação na haste capilar?

- O sal determina ou não a durabilidade de um procedimento químico?

- Não, o shampoo com sal não danificada o cabelo, a função do NaCl na formulação do shampoo é promover sua viscosidade;

- Não, o sal não tem propriedade para promover mudanças na fibra capilar, essas mudanças só ocorrem quando o córtex é exposto a procedimentos químicos extremamentes alcalinos ou extremamentes ácidos;

- Não, o sal não altera o nível de hidratação da haste capilar, ele não se fixa na estrutura do fio por ser totalmente solúvel em água e a concentração de NaCl é uma fração infíma e somente uma quantidade exagerada poderia alcanilizar a formulação do shampoo;

- Não, o sal não determina a durabilidade de um procedimento químico no cabelo, a durabilidade será determinada pelo estado da fibra capilar pré procedimento, produto e técnica utilizada para o processo e tratamentos pós procedimento químico, etc.


A molécula de NaCl, principal constituinte do sal de cozinha, é um sólido iônico constituído por íons positivos e negativos. Quando diluído em água os íons separam-se na solução, onde se encontram rodeados pelas moléculas do solvente. Dessa forma ele é capaz de aumentar a viscosidade do produto através da interação com agentes tensoativos empregados, desde que os níveis salinos não ultrapassem certos limites.

O aumento da viscosidade de um shampoo é conseguido por duas maneias: modificando-se os parâmetros reológicos do sistema tensoativo-água, mediante a incorporação de amidas de ácidos graxos, ésteres graxos e eletrólitos (sais orgânicos e inorgânicos: cloreto de sódio, cloreto de amônio, cloreto de monoetanolamina, cloreto de dietanolamina, sulfato sódico, fosfato de amônio, disfofato de sódio e pentafosfato de sódio - os mais utilizados são cloreto de sódio e cloreto de amônio, e neste caso devemos ter cuidado para que o ponto de turvação do produto não se altere a níveis inaceitáveis), ou mediante a incorporação de substâncias hidrofílicas convencionais (derivados solúveis da celulose, polímeros carboxivinílicos e derivados da polivinilpirrolidona).

Outros agentes espessantes em uma formulação de shampoo podem vir a acrescentar na qualidade da formulação, além de promover viscosidade ao produto, esses agente podem apresentar outras funções coadjuvantes, tais como sobreengordurantes, estabilizantes de espuma, perolizantes, ou ainda ter a característica de formar uma película protetora no fio, reter a água e controlar a reologia.

Devemos considerar a viscosidade do shampoo como resultado da incorporação de amidas, eletrólitos, essências, ésteres graxos e todos os demais ingredientes que constituem a formulação e podem afetar a reologia do sistema tensoativo-água.






quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

História dos Cosméticos I


A história dos cosméticos começa com os homens pré-históricos, que há 30 mil anos pintavam o corpo e se tatuavam. Usavam para isso terra, cascas de árvores, seiva de folhas esmagadas e orvalho. Na Antiguidade, placas de argila encontradas em escavações arqueológicas na Mesopotâmia trazem instruções sobre asseio corporal, já mostrando a importância dada à higiene. Mas tudo indica que foram os egípcios os primeiros a usar os cosméticos e produtos de toucador em larga escala. Há milhares de anos eles já empregavam óleo de castor como bálsamo protetor e tinham o hábito de tomar banho usando como sabão uma mistura perfumada à base de cinzas ou argila. Também usavam o khol (pigmento preto), um minério de antimônio ou manganês; o verde de malaquita, um minério de cobre, e o cinabre, um minério de sulfeto de mercúrio, para pintar os olhos e a face.

Os antigos egípcios também usavam extratos vegetais, como a henna. Eles tinham caixas de toalete para guardar seus cosméticos, e enterravam os faraós junto com seus cremes e poções de beleza. No sarcófago de Tutankhamon (1400 a.C.) foram encontrados cremes, incenso e potes de azeite usados na decoração e no tratamento.

Na Grécia antiga os banhos eram uma prática comum, e a higiene e o asseio eram valorizados. Nos manuscritos de Hipócrates já se encontram orientações sobre higiene, banhos de sol e de água e a importância do exercício físico. As palavras cosmético e cosmética originam-se do grego kosmétikos e do latim cosmetorium, ou de Cosmus, perfumista romano famoso do século I, que fabricava o cosmianum, ungüento antirrugas de grande fama, além de vários preparados. Durante o Império Romano, um médico grego chamado Galeno de Pérgamo (129 a 199 d.C.) desenvolveu um precursor dos modernos cremes para a pele a partir da mistura de cera de abelha, óleo de oliva e água de rosas. Galeno deu o nome de Unguentum Refrigerans a seu produto, na verdade um cold cream. O creme se funde em contato com a pele, liberando a fase interna aquosa, o que produz uma sensação refrescante. A mesma fórmula ainda é utilizada atualmente nas emulsões de água em óleo.

CRQ-IV

Cosméticos


As palavras gregas Kosmos e Kosmein deram origem a palavra cosméticos.
O termo Kosmos refere-se ao mundo como um todo organizado e harmonioso. Popularmente esta mais associado ao espaço, e também usado como um sinônimo de mundo (cosmopolita). 
E a palavra Kosmein, esta relacionado com “organizar, arrumar, enfeitar ou adornar”.
Cosméticos são produtos que atuam na superfície da pele, com a finalidade de higienizar, limpar, lubrificar, hidratar, nutrir, retardar o envelhecimento e embelezar o ser humano. São formulados com as mais diversas substancias e elaboradas de modo que não causem reações indesejáveis. 

Definição da ANVISA, que regula e fiscaliza a elaboração e a comercialização dos cosméticos, para o termo cosméticos:

“Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes são preparações constituídas por substancias naturais ou sintéticas, de uso externo as diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpa-los, perfuma-los, alterar sua aparência e/ou corrigir odores corporais e/ou protege-los ou mante-los em bom estado”.

Segundo a ANVISA, os produtos cosméticos são classificados por áreas de aplicação, classe dos produtos, grau de risco. Comprovação de segurança e eficacia.

São produtos considerados de efeito físico e não fisiológico; formulações de uso tópico que, quando adequadamente utilizadas sobre a pele, cabelos ou unhas, proporcionam resultados satisfatórios, sem interferir nos processos normais do metabolismo celular. Pelo contrario devem colaborar para que esses processos ocorram de modo que melhorem a qualidade da pele e seus anexos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Beleza feminina através dos tempos

Carla Reis Longhi - Historiadora


Beleza: palavra, condição ou ato tao fundamental no universo feminino que é quase identificado com a própria idéia de ser mulher. A preocupação com esse universo sempre esteve presente na vida de toda mulher, variando apenas, o conceito de beleza e os seus rituais. Estes, certamente, estavam relacionados as crenças, aos conhecimentos e praticas de cada época, e, de algum modo, representavam a forma como a mulher garantiu sua inserção social.
Imagem e reconhecimento social, saúde, higiene e auto-estima. Estas são as idéias que circundam o referencial de beleza e cada aspecto recebe um peso e um significado distinto, conforme a época vivida, os recursos existentes, o pensamento predominante.